A Federação dos trabalhadores em telecomunicação realizou na última terça-
feira (20/11), o Seminário telecomunicações: convergências e novos cenários.
O seminário teve como palestrante o Coronel Oswaldo Oliva Neto, assessor
especial do presidente da república, o deputado Jorge Bittar (PT/RJ) e
Marcus Manhães, pesquisador do CPqD e mestre em educação pela Unicamp. Também estiveram presentes Aristóteles, ouvidor da Anatel, representantes da
Intervozes, Dieese e trabalhadores de telecomunicação.
Segundo Manhães, que abriu os trabalhos do seminário, "a perspectiva do
processo de convergência é a diversidade de serviços". Ele ressaltou que
quem presta o serviço deve ampliar a sua relação com o cliente. "A
tecnologia é transitória, mas o serviço é particularizado. Portanto, o
cliente deve ser sempre bem atendido". O pesquisador ressaltou, ainda, que o
governo deve tomar ações para definir a reformulação do marco regulatório do
setor de comunicações, porém sem se prender à tecnologia.
Em sua palestra, o deputado Jorge Bittar disse que telecomunicações é um
assunto que deveria ser discutido por toda a sociedade. "Neste debate, temos
que procurar um marco regulatório que seja neutro e que produza a
concorrência em um ambiente competitivo". O deputado destacou que é a favor
da fusão das empresas de telecomunicações. "Hoje, não há impedimento legal
para que a união entre empresas ocorra", destacou.
Em sua palestra, o coronel Oliva falou sobre a sociedade do conhecimento,
disse também sobre o projeto Brasil 3 tempos que visa os eixos políticos com
estratégias a longo prazo e o eixo social. O coronel também citou o atraso
tecnológico na conexão de dados, exclusão da população de baixa renda e da
educação a distância. Acrescentou ainda que a verba do Fust será destinada
para a inclusão digital. "As telecomunicações não devem ser tratadas como
negócio e sim como um problema social, só assim terá maior a atenção das
autoridades". |