Reservas petrolíferas do pré-sal vão impulsionar o desenvolvimento

 
Foto: John Cleyton
 

O deputado Jorge Bittar coordenou, na terça-feira (8 de julho de 2008), a reunião da bancada do PT que debateu com o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, as novas reservas petrolíferas na área do pré-sal, tendo como foco a formulação de um plano estratégico de desenvolvimento para o país. A primeira conseqüência do encontro foi a criação de um grupo de trabalho para tratar do tema “Petróleo e Desenvolvimento Nacional”, ao qual Bittar já está integrado.

De acordo com o deputado, os recursos financeiros da exploração das áreas do pré-sal precisam ser investidos em áreas consideradas estratégicas e essenciais ao desenvolvimento, tais como a educação e a ciência e a tecnologia. Para isso, é necessário que sejam revistas as regras de exploração para que o Estado brasileiro possa conquistar uma fatia maior. Uma das hipóteses levantadas foi a criação de uma nova empresa para explorar as reservas do pré-sal, que poderia contratar serviços da própria Petrobras ou de outras empresas do setor.

Marco regulatório e perspectivas

Durante sua exposição, o presidente da Petrobras apresentou um conjunto de transparências abordando o "Marco Regulatório e Perspectivas para o setor Petróleo & Gás Natural no Brasil". Bittar considerou “de altíssimo nível” a explanação de Sérgio Gabrielli e ressaltou a importância dos debates travados durante o encontro.

Segundo Bittar, a área do pré-sal, que se estende do Espírito Santo até Santa Catarina, é gigantesca e as perspectivas de ocorrência de petróleo são enormes. “Somente no campo de Tupi, estima-se que haja algo em torno de 5 a 8 bilhões de petróleo leve. Isso significa que estamos diante de um megacampo ou de um conjunto de campos que representam algo extraordinário, principalmente neste momento de alta dos preços e do esgotamento de grandes reservas mundiais” – disse Bittar.

Na opinião do deputado, há duas discussões importantes a serem travadas. A primeira diz respeito à alteração das regras de exploração para que o Estado brasileiro possa conquistar uma fatia maior. A segunda está relacionada com a melhor forma de aproveitar esses recursos, que podem a chegar a centenas de bilhões de dólares nas próximas décadas, para impulsionar o desenvolvimento do país.

De acordo com Bittar, já está comprovado que a área do pré-sal tem, efetivamente, grande volume de petróleo, o que torna menor o risco exploratório. “O grande volume existente reduz significativamente o custo de prospecção e exploração” – afirmou. O grande desafio, segundo ele, é fazer com que a receita proveniente da exploração seja direcionada para o desenvolvimento do país. “O grupo de trabalho que foi criado vai analisar exatamente isso: o melhor direcionamento desses recursos. A aplicação dessa receita em áreas estratégicas e essenciais, como a educação e a ciência e a tecnologia, é que garantirá o desenvolvimento do Brasil nas próximas décadas” – afirmou Bittar.

 
Veja a apresentação feita pelo presidente da Petrobras durante a reunião